Estudo matéria em condições que nenhum laboratório na Terra alcança: densidades acima da densidade nuclear de saturação e campos magnéticos da ordem de 1014–1015 gauss. O laboratório são os objetos compactos — estrelas de nêutrons, magnetares, anãs brancas massivas e magnetizadas — e a pergunta atravessa a ponte nos dois sentidos: que equação de estado a matéria obedece lá dentro, e que assinatura observável isso deixa aqui fora.
Do lado da matéria: as fases pasta nucleares e como campos magnéticos intensos reorganizam sua estrutura; equações de estado com graus de liberdade de quarks; e os vínculos que massa máxima, raio e deformabilidade de maré impõem sobre elas.
Do lado da observação: curvas de luz em raios X e o que revelam sobre a geometria do campo magnético — a evidência de um campo multipolar no magnetar do centro galáctico, SGR J1745−2900, saiu dessa análise; a natureza rotation-powered de SGRs e AXPs; emissão térmica de anãs brancas em rotação rápida; e a identificação de 3XMM J185246.6+003317 como um magnetar massivo de campo baixo.
Uma linha nova, que estou explorando agora: oscilações de neutrinos em espaços-tempos curvos — o que muda na fase de oscilação quando a propagação segue uma geodésica em vez de uma reta, e o que a gravidade acrescenta ao efeito MSW. Participo também da colaboração DUNE.
Há ainda uma linha computacional e didática: ferramentas que tornam manipulável o que normalmente só existe como símbolo no papel — ODEROM, TESSERA, ÁLETRA e PATHS, todos abertos para uso e rodando no navegador.
I study matter under conditions no laboratory on Earth can reach: densities above nuclear saturation and magnetic fields of order 1014–1015 gauss. Compact objects are the laboratory — neutron stars, magnetars, massive and magnetized white dwarfs — and the question crosses the bridge in both directions: which equation of state does matter obey in there, and what observable signature does that leave out here?
On the matter side: nuclear pasta phases and how strong magnetic fields reorganize their structure; equations of state with quark degrees of freedom; and the constraints that maximum mass, radius, and tidal deformability place on them.
On the observational side: X-ray light curves and what they reveal about magnetic field geometry — the evidence for a multipolar field in the Galactic-centre magnetar SGR J1745−2900 came out of that analysis; the rotation-powered nature of SGRs and AXPs; thermal emission from fast-rotating white dwarfs; and the identification of 3XMM J185246.6+003317 as a massive, low-field magnetar.
A new line I am exploring right now: neutrino oscillations in curved spacetimes — what changes in the oscillation phase when propagation follows a geodesic rather than a straight line, and what gravity adds to the MSW effect. I am also a member of the DUNE collaboration.
There is also a computational and pedagogical line: tools that make manipulable what usually exists only as symbols on paper — ODEROM, TESSERA, ÁLETRA and PATHS, all open to use and running in the browser.
- Estrelas de nêutronsNeutron stars
- Magnetares · SGRs · AXPsMagnetars · SGRs · AXPs
- Anãs brancas magnetizadasMagnetized white dwarfs
- Equação de estado da matéria densaDense-matter equation of state
- Fases pasta nuclearesNuclear pasta phases
- Estrelas de quarksQuark stars
- Astronomia de raios XX-ray astronomy
- Neutrinos em espaço-tempo curvoNeutrinos in curved spacetime
- DUNE
- Relatividade GeralGeneral Relativity
Formação: bacharelado (2005) e mestrado (2008) em Física pela UFSC; doutorado em Física Nuclear pela UFSC com estágio na Universidade de Coimbra (2012); pós-doutorado em Astrofísica Relativística na Sapienza Università di Roma / ICRANet (2014–2016). Education: BSc (2005) and MSc (2008) in Physics, UFSC; PhD in Nuclear Physics, UFSC with a sandwich period at the University of Coimbra (2012); postdoc in Relativistic Astrophysics at Sapienza Università di Roma / ICRANet (2014–2016).